Situado na Rua de Santa Catarina, no Porto, este café foi inaugurado com pompa e circunstância a 17 de Dezembro de 1921, com o nome de "Elite". No ano seguinte o nome mudaria para Majestic.
A sua relevância advém tanto da ambiência cultural que o envolve, nomeadamente a tradição do café tertúlia, local de encontro de várias personalidades da vida cultural e artística da cidade, como também da sua arquitectura de identidade Arte Nova.
Frequentaram o café nomes como Teixeira de Pascoaes, José Régio, António Nobre, ou o filósofo Leonardo Coimbra. Mais tarde tornou-se lugar assíduo para os estudantes e professores da Escola de Belas Artes do Porto, como o grupos de "Os quatro vintes". Hoje em dia, continua a ser animado com recitais de poesia, concertos de piano, exposições de pintura, lançamentos de livros, realização de algumas cenas para filmes nacionais ou estrangeiros.
O Café Majestic de traça ideada pelo arquitecto João Queirós, inspirada na obra do mestre Marques da Silva, permanece ainda hoje como um dos mais belos e representativos exemplares de Arte Nova na cidade do Porto.
A imponente fachada em mármore, adornada com aspectos vegetalistas de formas sinuosas, reflecte o bom estilo decorativista da altura. Um trio de elegantes colunas marca a frontaria, limitada por uma secção rectangular, rasgada em vidro. No topo um frontão coroa a composição com as iniciais do Majestic. Ladeiam-no duas representações de crianças, por sinal divertidas.